Regulamento

(actualizado em 2 de Dezembro de 2016)

Nos termos da Regra 33-1, a Media Golf, entidade organizadora da Expresso BPI Golf Cup, estabelece o seguinte REGULAMENTO: 

 

1. PARTICIPAÇÃO 

Esta prova é aberta a todas as empresas, organizações, associações ou organismos que exerçam a sua actividade na União Europeia. A Media Golf reserva-se o direito de não aceitar a inscrição de quaisquer equipas ou jogadores, sem necessidade de justificar tal decisão. 

 

2. INSCRIÇÕES 

• Cada empresa ou organização participante pode inscrever uma ou mais equipas; 

• Cada equipa é constituída por 4 (quatro) jogadores que completem 21 anos ou mais em 2016, com handicap válido reconhecido pela Federação de Golfe do respectivo País. 

• Cada equipa pode inscrever até um máximo de 8 (oito) jogadores, devendo o capitão da equipa informar a Media Golf, com a maior antecedência possível, quem são os jogadores que irão participar em cada uma das fases da prova. 

• No caso da equipa não inscrever de início o número máximo de jogadores permitido, pode-o ir fazendo ao longo da prova até perfazer o total de 8 (oito). 

• Um jogador que tenha jogado por uma determinada equipa, já não o poderá fazer por outra na mesma edição da prova. 

 

3. FORMATO 

A prova disputa-se em 4 fases: 

• Qualificações Regionais 

• Meias Finais Regionais 

• Final Nacional

• Finalíssima

 

As Qualificações e as Meias-Finais realizam-se nas seguintes regiões: Açores, Alentejo, Algarve, Beiras, Douro, Lisboa, Madeira e Norte. 

Nas Qualificações participam todas as equipas inscritas. 

Nas Meias-Finais participam metade das equipas da 1ª fase que para tal forem apuradas, mais uma equipa sorteada diariamente entre as não apuradas das Qualificações Regionais (‘Lucky Looser’). 

Nas regiões onde se realiza mais de um dia de competição, o apuramento para a fase seguinte será feito diariamente. 

A Final Nacional será jogada por um mínimo de 16 equipas. O número de finalistas a apurar em cada Meia-Final será proporcional ao número de equipas inscritas por região. Essa proporcionalidade é feita da seguinte forma: multiplica-se o número de equipas inscritas nessa região por 16 e divide-se o resultado pelo número de equipas inscritas a nível nacional. O arredondamento é feito tendo em consideração que cada região apura um mínimo de um finalista, no caso da região ter 19 ou menos equipas inscritas, ou dois finalistas, no caso da região ter 20 ou mais equipas inscritas; A Comissão de Campeonato poderá aumentar em um o número de equipas apuradas em cada região, no caso de serem necessários mais do que um dia de meias-finais e o número resultante da proporcionalidade ser ímpar. Para serem realizados dois dias de meias-finais é necessário um mínimo de 30 equipas apuradas para essa fase.

A Final Nacional será disputada em 36 buracos, com duas voltas de 18 buracos. O resultado final de cada equipa é a soma dos resultados das duas voltas. 

A Finalíssima é jogada pelas três primeiras equipas classificadas na Final Nacional. A Finalíssima é realizada em 36 buracos, com duas voltas de 18 buracos.

 

4. MODALIDADE 

As Qualificações e Meias-Finais Regionais são jogadas em Stableford e a Final Nacional e Finalíssima são jogadas em Medal, na seguinte variante de «Texas Scramble»: 

• Os quatro membros da equipa são agrupados dois a dois,formando dois pares; 

• Cada par joga duas bolas do ponto de partida (ordem de saída opcional entre os dois jogadores), optando pela melhor bola (no entendimento da equipa); É obrigatório o aproveitamento de um mínimo de oito saídas por jogador numa volta de 18 buracos; Depois de um dos parceiros esgotar as 10 saídas máximas que são permitidas, terá de ser escolhida a bola de saída do jogador que ainda não completou as oito. Na sua impossibilidade, o buraco é dado como furado.

• Escolhida a melhor bola, os dois jogadores voltam a jogar duas bolas desse local, sendo a 1ª jogada tal como está pelo jogador que a jogou e a 2ª colocada à distância máxima de um cartão de resultados oficial da prova do local onde estava a 1ª, não mais perto do buraco; excepto se a 1ª bola jogada estiver no bunker, devendo nesse caso o local da 1ª bola ser reconstituído e a 2ª bola colocada nesse local. 

• O mesmo procedimento será repetido até chegarem ao green; 

• A partir do momento em que escolhem uma bola que esteja no green (e não no ‘avant green’), jogam essa bola alternadamente, até acabarem o buraco, jogando primeiro o jogador cuja bola não foi escolhida; a bola escolhida não pode ser trocada por outra, incluindo a bola levantada, excepto quando as Regras o permitem.

• Se a bola que foi jogada no green voltar a sair do mesmo, os jogadores terão de continuar a jogar alternadamente, não tendo direito a jogar os dois. 

• A violação destas regras corresponde à desclassificação no buraco em que a violação ocorreu; 

• A pontuação de cada par é a que corresponder à pontuação Stableford net (no caso das Qualificações e Meias-Finais Regionais) ou ao número de pancadas net (no caso da Final Nacional e da Finalíssima) calculados com ¾ do handicap de jogo, que é determinado aproveitando 60% do handicap de jogo mais baixo e 40% do handicap de jogo mais alto dos jogadores que constituem o par; 

• O resultado da equipa é a soma dos resultados net dos dois pares. 

 

5. HANDICAPS 

O handicap máximo para homens e senhoras é de 28.0 EGA, sendo, no entanto, permitida a participação a jogadores com handicap válido superior. Os jogadores com handicaps de 28,1 EGA e superiores serão considerados como tendo 28,0 EGA. 

Todos os jogadores inscritos devem conhecer o seu handicap EGA válido no dia de jogo e informar a Comissão de Campeonato se existir alguma diferença para o handicap existente no cartão.

A Comissão de Campeonato reserva-se o direito de alterar o handicap de jogo de qualquer jogador antes do início de cada competição. Nomeadamente, os pares que obtiverem, num determinado dia de jogo, um resultado superior em relação à média dos seis melhores resultados do dia, terão o seu handicap de jogo corrigido na fase seguinte em 40% da diferença. Esta correcção aplicar-se-á ainda que se verifique mudança de campo entre fases e independentemente da evolução, para cima ou para baixo, do handicap EGA dos jogadores envolvidos. A correcção aplicar-se-á mesmo no caso dos jogadores mudarem de pares na fase seguinte. 

Na Final Nacional, será estabelecida uma média dos 10 melhores resultados de equipa (soma dos dois resultados) no final da primeira volta. As equipas que obtiverem um resultado melhor que essa média terão o handicap de jogo de cada um dos pares corrigido em metade de 60% da diferença. Esta correcção é cumulativa com a correcção mencionada anteriormente para cada par. 

Para a Finalíssima, será estabelecida uma média dos 10 melhores resultados de equipa (soma dos dois resultados) relativos à segunda volta da Final Nacional. As equipas que obtiverem um resultado melhor que essa média terão o handicap de jogo de cada um dos pares corrigido em metade de 60% da diferença. Esta correcção é cumulativa com a correcção mencionada anteriormente para cada par.

Na Finalíssima, da primeira para a segunda volta, o handicap de jogo de cada par será corrigido em 0,3 por cada pancada abaixo do par net do resultado conjunto da equipa.  

• Os dois elementos de cada par terão de ser da mesma categoria de handicap ou de categorias de handicap contíguas. Para preencher este requisito, um jogador pode optar por jogar com um handicap de uma ou mais categorias abaixo da sua, jogando, no entanto, com o handicap máximo da categoria em que se quer encaixar: 

- 1ª categoria - até 4,4 de handicap 

- 2ª categoria – 4,5 a 11,4 de handicap 

- 3ª categoria – 11,5 a 18,4 de handicap 

- 4ª categoria – 18,5 a 26,4 de handicap 

- 5ª categoria – 26,5 a 28,0 de handicap 

* Nas Meias-Finais, na Final Nacional e na Finalíssima: no caso dos jogadores terem uma evolução de handicap no período entre a realização de duas fases da prova, e não sendo possível a constituição dos pares, entre todos os elementos inscritos na equipa, que cumpra a regra da mesma categoria ou categorias contíguas, a equipa terá de optar pela descida do handicap de um determinado jogador para uma categoria de handicap abaixo da sua, utilizando como handicap o máximo da nova categoria. 

 

6. HORAS DE SAÍDA E GRUPOS 

Se os jogadores de um par chegarem ao ponto de partida da competição, prontos para iniciar o seu jogo, dentro de 5 minutos depois da hora de saída, na ausência de razões que justifiquem abolir a penalidade de desclassificação, será o par penalizado com 2 pancadas no 1º buraco. 

Hora de saída é a hora que constar no «draw» ou a hora que o «starter» chamar os jogadores se for mais tarde do que a constante no «draw». 

Nas Qualificações Regionais e nas Meias-Finais Regionais, se faltar um dos jogadores do par, o mesmo pode juntar-se ao seu par, sem penalidade, antes da 1ª pancada a dar no green de qualquer buraco. Só que, nesse caso, o jogador que estiver sozinho só poderá jogar uma bola até que o seu parceiro entre no jogo, não podendo jogar no green (ver Condição 4, n.º 6). 

Os jogadores não podem mudar de grupo após a saída sem autorização expressa da Comissão da Competição. Um grupo não poderá nunca ser formado pelos dois pares da mesma equipa. 

 

7. DESEMPATES 

Qualificações e Meias Finais: no caso de se registar empate entre duas ou mais equipas é apurada a equipa que some o menor handicap. Se o empate persistir é apurada a equipa com o melhor resultado de par. Se ainda assim persistir o empate o apuramento será feito pelos melhores 9, 6, 3 e 1 últimos buracos do percurso, e, por último, por sorteio. 

Final Nacional (em caso de empate para o 3º lugar) e Finalíssima (em caso de empate para o 1º lugar): o vencedor será decidido em ‘play-off’ em morte súbita, a começar no buraco 1, jogado pelos pares que, em cada equipa empatada, tiverem o melhor resultado da última volta – no caso de ambos os pares terem o mesmo resultado, a equipa decide qual o par que joga o ‘play-off’. Para os restantes lugares da classificação ganha a equipa que some o menor handicap. Se o empate persistir ganha a equipa que tenha o melhor resultado de par. Se ainda assim persistir o empate ganha a equipa que tiver os melhores 9, 6, 3 e 1 últimos buracos do percurso, e por último, o desempate será feito por sorteio. 

 

8. CONSELHO 

Todos os jogadores da equipa em jogo podem dar conselho aos membros dessa equipa. Para além disso, nos termos da nota à Regra 8, cada equipa pode indicar uma pessoa que pode dar conselhos aos membros dessa equipa. Essa pessoa deve ser identificada perante a Comissão da Competição antes de exercer essa função. 

 

9. SUSPENSÃO DA COMPETIÇÃO 

Na eventualidade de suspensão da competição por razões potencialmente perigosas o jogador tem que descontinuar imediatamente o seu jogo. 

Nota: A suspensão da competição por razões potencialmente perigosas será assinalada por um toque prolongado de buzina. Quaisquer outras suspensões serão assinaladas por vários toques consecutivos e curtos de buzina. 

 

10. ALTERAÇÕES 

A Comissão de Campeonato reserva-se o direito de, em qualquer altura, completar ou modificar o presente Regulamento, cancelar qualquer volta, suspender a competição ou modificar a forma de jogo. 

 

 

PENALIDADE POR VIOLAÇÃO DAS CONDIÇÕES DO REGULAMENTO: DESCLASSIFICAÇÃO DA PROVA 

(excepto as violações ao ponto 4 deste regulamento em que acontece apenas desclassificação no buraco em que ocorreu a violação) 

As regras da Competição são as Regras de Golfe aprovadas pelo R&A Rules Limited e as Regras Locais fixadas pela Comissão de Campeonato. 

 

 

COMISSÃO DE CAMPEONATO 

João Morais Leitão (Media Golf)

João Coutinho (Árbitro Internacional) 

Representante do Campo de Golfe onde a prova se disputar