Finalíssima no Vidago Palace
Uma vitória com sabor a café... italiano

A Segafredo Zanetti, multinacional que é líder do café expresso em Itália e que tem uma quota de cinco por cento de mercado em Portugal, sagrou-se campeã nacional de empresas no Expresso BPI Golf Club, na Finalíssima que neste fim-de-semana, pelo quarto ano consecutivo, se realizou no do par-72 do Vidago Palace Golf Couse, com a presença das três melhores da Final Nacional Açores disputada a 10 e 11 de Novembro no Vidago Palace. 

Para os seus quatro jogadores, José Miguel Rolim (capitão), Vítor Hugo Silva, Eduardo Lima e Luís Coelho da Silva, que haviam jogado as Qualificações Regionais do Douro neste mesmo championship course do resort do Vidago Palace Hotel (onde ficou hospedada toda a comitiva), este foi o segundo título consecutivo no maior torneio de golfe corporate do país, já que o ano passado haviam vencido pela The Glenlivet. 

As outras duas equipas em 2015 eram a Freixenet (Lisboa) e a Visioarq (Norte), desta vez os seus oponentes daquele quarteto eram duas equipas da Região Centro (que se joga em Golfe Montebelo, em Viseu): o Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel, com Bruno Melo (capitão), Leonel Seixas, João Andrade e Carlos Tinoco; e a Europcar, com António Sanganha (capitão), Carlos Alves, Artur Ferreira e António Moutinho. 

Antnio Sanganha_Carlos Alves_002António Sanganha e Carlos Alves, da Europcar / © FILIPE GUERRA 

Tal como na Final Nacional Açores, as duas voltas da Finalíssima jogaram-se na modalidade de texas scramble modificado, em medal net (por pancadas) e não em stableford (por pontos), como sucede na fase regional, contando para o agregado colectivo a soma dos dois resultados diários de cada par. 

E, tal como na última etapa da edição passada, os vencedores vieram de trás para conquistar o emblemático troféu da Vista Alegre Atlantis e o respectivo prémio de uma volta no mítico Old Course de St. Andrews. 

No final do primeiro dia, sábado a Segafredo Zanetti era segunda classificada com 141 pancadas (67-74), 3 abaixo do par, a nada menos do que 7 shots da primeira, o Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel, vencedora na Final Nacional Açores, que nesse dia fez 134 (66-68), 12 abaixo do par. Já a Europcar começou por marcar 144 (75-69). 

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Bruno Melo e Leonel Seixas, do Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel / © FILIPE GUERRA

Na segunda jornada, o conjunto da marca italiana, com José Miguel Rolim/Victor Hugo Silva a repetirem o 67 do primeiro dia, registou o mesmo agregado da véspera, ou seja, 141, mas isso foi suficiente para ganhar com um total de 279 (-9) e com 4 shots à melhor sobre o Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel, que caiu para segundo depois de averbar no domingo um somatório de 149 (72-77), mais 15 pancadas do que fizera no sábado. 

A equipa que representava aquele que é um dos vários hotéis do Grupo Visabeira ter-se-á ressentido do corte de três pontos no handicap para cada uma das suas duas duplas após aquela marca inaugural de 134, algo que estava previsto no regulamento (redução de 0,3 pontos no handicap por cada pancada abaixo do par). A Segafredo Zanetti, por sua vez, sofrera um corte de um ponto. 

Já a Europcar, sem alterações nos abonos, finalizou com 142 (72-69) mantendo-se no terceiro lugar, sem conseguir repetir a brilhante recuperação protagonizada na Final Nacional Açores, quando subiram do 13.ºlugar (entre as 20 equipas finalistas) para o 3.º conquistando assim a última vaga para o Vidago Palace. 

“Exactamente como o ano passado estávamos em segundo no fim da primeira volta e conseguimos dar a volta – é preciso sempre acreditar. Mas é normal, acresce sempre muita pressão para quem está à frente e não há vitórias antecipadas. Ter revalidado o título é um novo sonho a concretizar-se para todos nós”, afirmou José Miguel Rolim, o capitão da Segafredo. 

Na fotografia de capa: Os campeões da Segafredo Zanetti defronta do Vidago Palace Hotel com o troféu da Vista Alegre Atlantis: da esquerda para a direita, Eduardo Lima, Luís Coelho da Silva, José Miguel Rolim e Vitor Hugo Silva / © FILIPE GUERRA