Segunda-feira, 6 de Fevereiro
Até onde pensa que a sua equipa pode chegar no Expresso BPI Golf Cup 2011?

Cinco por cento do valor das inscrições no Expresso BPI Golf Cup serão entregues à SIC ESPERANÇA para apoiar os seus projectos sociais.

Cinco por cento do valor das inscrições no Expresso BPI Golf Cup serão entregues à SIC ESPERANÇA para apoiar os seus projectos sociais.

Sítio Oficial da XIV Edição do Campeonato Nacional de Empresas
A sorte procura-se
'Making of...' do anúncio de TV 2010

Vemos um homem numa busca frenética pela bola perdida. Procura entre o canavial. Procura no mato, atrás dos arbustos. Procura em sítios improváveis, num ninho em cima de uma árvore, numa toca de coelhos. Vai ao ponto de se aventurar dentro de água, espreitando as manilhas por debaixo da ponte de uma ribeira. A dada altura, vê-se o protagonista a sorrir e a estender a mão para apanhar a bola. O plano seguinte revela que a bola é retirada de dentro do buraco... e que é o 13. Nos festejos, entra a frase "A sorte procura-se". No ‘pack shot' final, com a bandeira 13 a esvoaçar, está escrito: "Encontre-a na edição 13 do Expresso BPI Golf Club".

É assim o spot de promoção do Expresso BPI Golf Cup 2010, numa versão humorística da realidade. Quantas vezes isto não acontece no golfe, sobretudo com os amadores? O jogador perde o rasto à bola no shot ao green, não acredita no hole-in-one e depois anda à procura dela e... nada. Até que a descobre dentro do "caneco". Deve ser uma das melhores sensações para os praticantes da modalidade. Uma tacada que se afigurava perdida deu lugar, sem se saber ler nem escrever, à tacada perfeita. É como tropeçar inesperadamente na arca do tesouro.

A Media Golf e quem com ela esteve envolvido na campanha publicitária, levaram à letra o espírito que lhe preside. As filmagens decorreram a 13 de Abril, no Belas Clube de Campo, Sintra, palco desde sempre das Qualificações Regionais e Meias-Finais de Lisboa. Talvez por que não fosse sexta-feira, tiveram sorte com a data. É que depois de mais de uma semana de sol e canícula, as previsões meteorológicas não eram famosas. Mas o tempo esteve razoável até cerca das 16h30, quando ficou nublado e começaram os aguaceiros. O trabalho já estava quase todo feito.

Pormenor difícil de descortinar, mas não despiciendo, o spot tinha exactamente 13 takes no ‘story board'. No entanto, não foi filmado no buraco 13 de Belas, pois este não possuía as condições exequíveis. O lugar eleito esteve lá perto, pelo menos em simbolismo: foi no 3, chamado Freixo, um dos mais isolados do campo e o que ostenta o stroke índex 1, um par-4 bem puxadinho, 409 metros dos tees de trás. A bandeirola 13 acima mencionada não passou de um artifício e pareceu, aliás, acusar a "traição": com o vento, virava um 31. Foi preciso prender o pano com corda de nylon e segurá-la ao longe.    

A campanha foi criada pela Cupido, Creative Partner da prova pelo quarto ano consecutivo. O filme, esse, foi produzido pela Chocolate Filmes e dirigida pelo realizador Jorge Castro Freire. O anúncio, com a duração de 25 segundos (era só o que faltava que fossem 13), pode ser visto na SIC Notícias, integrado numa campanha que se estende a outros suportes na imprensa (Expresso, Exame e Golf Digest Portugal), rádio (RFM), Internet e direct mailing.

 "Mantivemos o actor, pegámos na mesma personagem e pusemo-lo à procura desenfreadamente da bola. O azar de a ter perdido vai ser a sorte de ter feito uma jogada óptima conseguindo pôr a bola à primeira no buraco. O azar dá lugar à sorte", explica João Goulão, Director-Geral da Cupido.

A escolha do realizador Jorge Castro Freire, um lisboeta de 54 anos, não foi inocente. Possui ‘know how' golfista. "O meu pai jogava", conta. "Eu comecei tinha para aí uns seis anos, no Estoril, com o [histórico] Henrique Paulino. Depois deixei de jogar, quando tinha 12, 13 anos e só recomecei há cerca de 15. Infelizmente, há três anos que não jogo", acrescenta. Fez alguns swings - e viu-se que tem bom swing, correcto e desenvolto.

"Ele permite-nos estar muito mais à vontade, tanto em relação ao campo como com a linguagem corporal do nosso actor", afirma o produtor Frederico Rosa, da Chocolate Filmes, para justificar a escolha de Castro Freire. "Caso não percebesse nada de golfe, tínhamos de ter um ‘adviser', alguém que percebesse da coisa, caso contrário, arriscávamo-nos a cometer erros crassos. Tudo tinha de bater certo."

A Chocolate Filmes fez em Dezembro dois anos de existência, e nasceu da aposta de dois produtores - Frederico Rosa e Maria João Andrade. "Decidimos abrir e inovar, trabalhando sobretudo com outsourcing. Assim, podemos definir quais as melhores soluções para cada projecto", explica o primeiro. Entre os principais desafios da produtora para este ano, está a campanha da Samsung de inspiração à selecção nacional de futebol, que vai competir no Mundial na África do Sul.

Qual foi a parte mais difícil das filmagens, perguntámos ao realizador. "É a parte em que o actor tem de fazer uma expressão de alegria por ter finalmente encontrado a bola", responde Castro Freire. "Ele não é um actor profissional, mas acho que se safou bem. Não quisemos insistir com muitos takes, estaríamos a cansá-lo, a dar-lhe a sensação de que não estava bem. E, cansado, perde naturalidade e frescura."

 

O "maluco" do golfe está de volta

O "maluquinho do golfe" está de volta, na sua terceira versão. Começámos a chamá-lo assim porque faz figuras hilariantes, é capaz de tudo só para ter sucesso no Expresso BPI Golf Cup. Mas desta vez há uma diferença em relação às últimas duas edições, o papel desempenhado como sempre por Filipe Côrte-Real reveste-se de maior inocência.

No spot de promoção, em 2008, era vê-lo a treinar-se sob chuva torrencial - a Finalíssima ia jogar-se no Old Course de St. Andrews e ele queria desde logo, com meses de antecedência, habituar-se às tradicionais más condições climatéricas britânicas. Um plano aberto revelava no fim que a bátega provinha de uma mangueira em duche segurada pelo caddie.

Em 2009 simulou-se o público de um British Open em delírio com um putt de Côrte-Real. A Finalíssima era no Ailsa Course de Turnberry, palco, em Julho passado, do mais antigo dos ‘majors'. No plano aberto final, constataríamos que a moldura humana não passava de um fotografia ampliada em 4mx3m encaixada numa estrutura com rodas e que o respectivo bruá vinha do gravador dependurado do pescoço do caddie.

Côrte-Real achava que a campanha publicitária de 2010 não podia ser mais dura que a de 2008, nem mais técnica que a de 2009. Mas teve as suas dificuldades, até pelo empenho que o protagonista costuma colocar em cena. Por exemplo, no take em que procura a bola dentro do canavial, ficou a sangrar com arranhões. E, sem duplo disponível, até teve de subir a uma árvore.

"Foi uma experiência mais interessante, com menos golfe, mas maior pressão. O que custou mais foi subir à árvore, tenho vertigens", disse.

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