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Segunda-feira, 6 de Fevereiro |
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Cinco por cento do valor das inscrições no Expresso BPI Golf Cup serão entregues à SIC ESPERANÇA para apoiar os seus projectos sociais.
Os vencedores do Campeonato Nacional de Empresas:
Cinco por cento do valor das inscrições no Expresso BPI Golf Cup serão entregues à SIC ESPERANÇA para apoiar os seus projectos sociais.
Os vencedores do Campeonato Nacional de Empresas:
Fotografia: A Vista Alegre Atlantis partiu a loiça toda nas Meias-Finais das Beiras (Fotografia de Filipe Guerra/Golf Press)
Segunda-feira passada, os termómetros subiram acima dos 40 graus Celsius em vários pontos do país. Na véspera, domingo, jogaram-se as Meias-Finais da Região Beiras do Expresso BPI Golf Cup. O Golfe Montebelo fica muito perto de Viseu, capital de distrito que, como se sabe, é muito fria no Inverno e muito quente no Verão. E foi já debaixo de uma canícula sufocante que os semi-finalistas tiveram de fazer pela vida, num campo que puxa pelo cabedal e sem buggies disponíveis para suavizar as coisas. Aliado ao desgaste das Qualificações Regionais realizada no sábado e à natural pressão do momento, o calor provocou algumas "vítimas".
Nas Qualificações, tinham-se registado resultados verdadeiramente espampanantes. A Vilda, empresa de construção civil, vencera a jornada com nada menos do que 97 pontos. José Manuel Santos/Jorge Serra fizeram 46 pontos e António Cunha/Paulo Rodrigues 45. Mas houve uma dupla que até conseguiu melhor que estas duas, constituída por Renato Fernandes e Fernando Pinheiro: ao arrancar um score de 47, contribuíram para que a Pecol terminasse em segundo com 91 - Jorge Toste e Hermenegildo Morgado facturaram 44. A terceira classificada foi a Edisteel com 89. Para a quarta, a Pentáculo Construções, com 85, gerou-se um pequeno fosso.
Pois aquelas três primeiras equipas passaram do paraíso ao inferno de um dia para o outro. Na primeira edição em que se apuram duas equipas e não apenas uma para a final nacional, a Vilda não foi além do quinto lugar nas "meias", com 75 pontos. Menos 22 (!) do que na véspera. A Pecol foi sexta com 77. Menos 14 pontos. E a Edisteel desceu para décima com 71. Menos 18 pontos. Aliás, das 10 equipas que passaram à fase seguinte, a esmagadora maioria viu os seus resultados piorados: Pentáculo: 85-75; Viagens Abreu (5ª): 84-81; HFA (8º): 82-73; Sanfil (9º): 80-74; BPI 4 (10º): 80-60. Quanto à Lanidor, a Lucky Looser de sábado, registou dois 79.
Mas houve dois ‘teams' que se superaram no dia que assinalou o início da onda de calor nacional. O jogo parece ter ficado mais quente para a Vista Alegre Atlantis e para o Montebelo Hotels & Resorts, as duas equipas que se qualificaram para a Final Nacional. A Vista Alegre Atlantis fora 6ª nas Qualificações com 84, e triunfou nas Meias-Finais com 87. Quanto a Montebelo, sagrou-se vice-campeão regional bisando com 82. Duas equipas da casa carimbaram assim o passaporte para a Final Nacional, já que tanto uma como outra são empresas que integram o Grupo Visabeira, proprietário igualmente do campo de Viseu.
"Quero agradecer à Vista Alegre e a todo o Grupo Visabeira, que nos proporciona este campo fantástico", disse o ‘capitão' da Vista Alegre, Paulo Loureiro, que, juntamente com Carlos Rodrigues, somou 43 pontos. A outra dupla, constituída por Agostinho Lopes e Álvaro Marreco fez 44. "Queremos honrar o nome do campo e da Vista Alegre na Final Nacional nos Açores. Mas, verdade seja dita, tudo o que vier a partir daqui já é bom", considera Álvaro Marreco.
O conjunto do Montebelo Hotels & Resorts foi um caso sério de consistência. Não só repetiram os 82 pontos de sábado, como os seus dois pares fizeram invariavelmente 41 pontos, tanto no primeiro como no segundo dia. "Nas Qualificações jogámos bem, mas nas Meias-Finais fomos mais consistentes, estivemos mais em sintonia. Quando um falhava, o outro repunha", disse Adelino Nunes, que teve como parceiro Bruno Melo. "O calor interferiu nos nossos jogos. Não esperávamos chegar até aqui, foram os pares que fomos fazendo ao longo da volta que nos salvaram o jogo", acrescentou.
"Sabíamos que o segundo dia ia ser mais duro, e que, provavelmente, o resultado que obtivéramos a abrir daria para chegar aos Açores", disse por sua vez Bruno Melo, que terá carregado Adelino Nunes às costas nos últimos quatro, cinco buracos, segundo disse este último ao caderno GOLFE do Expresso. Do outro lado de Montebelo alinharam Leonel Seixas e Vítor Soares. Para Adelino e Leonel, trata-se do segundo ano consecutivo em que chegam à Final Nacional. Não trouxeram boas memórias competitivas de 2009, mas agora estão confiantes que, mediante a experiência adquirida, da próxima vez será diferente. Os respectivos parceiros agradecem.
FLASH INTERVIEW
O que o leva a participar no Expresso BPI Golf Cup?
"Competição, bom ambiente e camaradagem"
Jorge Toste, Pecol
"É um torneio já com tradição no golfe amador nacional, e que se joga numa modalidade a que não estamos habituados"
Fernando Martins, HFA
"É um desafio, porque se trata de um dos melhores torneios nacionais para amadores. E é muito engraçado jogar por equipas"
Idalina Cardoso, Granbeira - Visabeira Indústria
"É uma oportunidade para estar com amigos, e para jogarmos juntos numa modalidade divertida"
Jorge Abreu, Viagens Abreu
"O vício do golfe e os amigos, incluindo os da Media Golf"
António Seixas, Seixas & Maria
"Gosto imenso de jogar Texas Scramble e o torneio é muito bem organizado. Convido amigos e participamos há seis anos seguidos"
João Serpa Oliva, Sanfil
"Participar num dos melhores torneio do golfe nacional. Faço sempre o possível para estar presente. Gosto do ambiente que o rodeia. E da parte competitiva, que nos obriga a estar em jogo do 1 ao 18. É um prazer"
Agostinho Lopes, Vista Alegre Atlantis
"Pelo convívio. É um torneio muito bem conseguido"
José Caprichoso, Edisteel