Cinco por cento do valor das inscrições no Expresso BPI Golf Cup serão entregues à SIC ESPERANÇA para apoiar os seus projectos sociais.
Os vencedores do Campeonato Nacional de Empresas:
Quantos golfistas, chegados ao buraco 13 do campo onde evoluem, não conseguem evitar pensar sobre a sorte ou o azar que ali poderão ter ou não ter. Quantos jogam o buraco 13 como se fosse outro qualquer? Bom, se há os que conseguem alhear-se de quaisquer superstições, vão deixar de existir... no Expresso BPI Golf Cup. A adrenalina estará ao rubro nesta parte do campo, a concentração será certamente maior, e a frustração de um mau resultado, a haver, será redobrada.
Para comemorar a 13ª edição do maior torneio do golfe nacional, a Media Golf criou este ano uma competição extra nos buracos 13 dos palcos onde decorrem os 17 dias de Qualificações Regionais da prova, ou seja, Belas (Lisboa), Estela (Norte), Vila Sol (Algarve), Montebelo (Beiras), Santo da Serra (Madeira) e Batalha (Açores). Os pares que fizerem o melhor ‘score' do dia no buraco 13 de cada campo apuram-se para o sorteio de um prémio especial, a anunciar em breve pela Media Golf. Mas a coisa não se fica por aqui, pois dos dois parceiros sorteados só um será o premiado, mediante nova lotaria. Deve ser a única vez que dois jogadores da mesma equipa torcem para que o parceiro perca. É tal e qual o que diz a campanha de publicidade da prova deste ano: "A sorte procura-se. Encontre-a na edição 13 do Expresso BPI Golf Cup".
Estela com 13 a dobrar
Os participantes nas diversas regiões vão encontrar de tudo, no que diz respeito aos buracos 13, incluindo um que alia o número ao stroke índex 13, que é o do links da Estela, na Póvoa de Varzim. Quando aqui se jogou o Internacional de Portugal de 2007, foi de sorte para Pedro Figueiredo, que é como quem diz, de talento fora-de-série.
Num momento decisivo na última volta, o grande craque do golfe amador português falhou o drive à esquerda, para a elevação de dunas, e depois deu um flofe ficando 20 metros à frente, quase no rough do 14, que corre em direcção oposta ao 13. Naquela posição, o green estava mesmo defronte, mas a uns 160 metros e com bunkers antes e depois.
Figueiredo bateu um ferro para deixar o bola no centro do green, a quatro metros da bandeira. Foi o shot do torneio. Salvou o par, empatou o buraco com o adversário directo e manteve-se na frente até ao fim. No ano seguinte, iria vencer também o Irish Amateur e o British Boys, este o mais importante torneio mundial para jogadores sub-18, naquele que terá sido porventura o maior feito do golfe português.
Eis uma motivação para os mais supersticiosos. A palavra, perdão, os shots pertencem agora aos craques do Expresso BPI Golf Cup.
SAIBA COMO JOGAR OS BURACOS 13 DE CADA CAMPO DA PROVA
Lisboa Belas Clube de Campo
Par 4 - Stroke index 12 - Amarelas: 289m Vermelhas: 281m
De seu nome Perdizes
Desde sempre palco das fase regional de Lisboa do Expresso BPI Golf Cup e anfitrião da Final Nacional em 1998, o Belas CC tem buracos com nomes tão sugestivos como Grande Timoneiro ou Perigo Amarelo. O 13 chama-se Perdizes e remete imediatamente para birdies, pois trata-se de um par-4 curto, com um ligeiro ‘dog leg' à direita. Tem as suas dificuldades. "Deve-se apontar o drive à esquerda do fairway", começa por aconselhar o profissional Keith Barret. "O segundo shot é normalmente contra o vento, para um green elevado e com a bola abaixo do pés. Por isso, deve-se jogar pelo menos um taco a mais e apontar novamente à esquerda para o green." Existem três bunkers à esquerda e à direita do fairway, na zona de queda da bola, e outro à direita do green. Mas dominar os shots com a bola abaixo dos pés é meio caminho para ter sorte aqui.
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Norte Estela
Par 5 - Stroke index 13 - Amarelas: 443m Vermelhas: 381m
Sai um 13 duplo
Entre os campos anfitriões que recebem as Qualificações Regionais e as Meias-Finais do Expresso BPI Golf Cup, o do Estela GC é o único que consegue a dobradinha, aliando o buraco 13 ao correspondente ‘stroke index' 13, ou seja, é o 13º buraco mais difícil dos 18. O que, por si só, seria motivo de apreensão para os mais supersticiosos. Não é caso para tal, neste buraco em que o fairway segue ao longo da praia e vira de repente à esquerda descendo até ao green. "A meu ver, é um dos buracos mais fáceis do campo", diz Patrícia Brito e Cunha, profissional local e treinadora da bicampeã nacional Joana Silva Pinto. Explica: "O vento predominante, de Norte, é favorável e um drive normal basta para os bons jogadores chegarem ao green em duas pancadas, até porque o segundo shot é a descer e a bola resvala assim mais facilmente para o green."
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Algarve Vila Sol
Par 3 - Stroke index 18 - Amarelas: 150m Vermelhas: 144m
Buraco emblemático
Um dos mais belos buracos de Vila Sol, parte integrante do ‘championship course' que recebeu o Open de Portugal em 1992 e 1993 (entretanto, nasceu mais um ‘loop' de 9 buracos). Do tee avista-se Vilamoura, o arvoredo circundante e o mar; mais à frente, envolvendo-nos, só natureza. Neste par 3, não deve o golfista iludir-se pela modéstia da distância, e por estar, teoricamente, na passagem pela mais fácil das 18 etapas do campo - é o stroke index mais alto. "Não é fácil", considera o director de Vila Sol, Sean Côrte-Real, antigo profissional de competição e campeão nacional amador em 1996 e 2006. "O green é pequeno, e há bunkers à esquerda e à direita", explica. E depois são aquelas árvores em redor, pinheiros altos que, além de proporcionarem fascinantes jogos de sombras, actuam como obstáculos aéreos para qualquer shot fora de linha.
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Beiras Montebelo
Par 4 - Stroke index 5 - Amarelas: 343m Vermelhas: 299m
Uma saída temível
Ora aqui está um buraco que, pela morfologia do terreno, tem algo de lotaria. Porque, possuindo um 'dog leg' à direita, a cerca de 230 metros do green, tem o relevo do fairway inclinado para a esquerda, o que constitui também a angústia do golfista na hora de bater o shot de saída. Reze-se por um bom ressalto, mas não só. "Se o drive não for suficientemente longo, há dois pinheiros no ângulo do fairway que vão complicar o segundo shot", acrescenta o profissional do Golfe Montebelo, João Couto, detentor do recorde do campo com 71 pancadas. Bater um drive em fade (ou uma madeira 3 para os mais compridos) é como Couto aconselha a jogar do tee, mas isto, claro, é só para os que sabem. Depois bastará um ferro 7 ou 8 para um green situado por detrás de duas pequenas elevações cobertas de pinheiros e bem protegido por bunkers, o da direita, por sinal, bem fundo.
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Madeira Santo da Serra
Par 4 - Stroke index 4 - Amarelas: 390m Vermelhas: 331m
Todos para a esquerda
"Um buraco muito bom, para mim um dos melhores do campo e também dos mais difíceis", diz o profissional do Santo da Serra, Luke Gough, sobre o buraco 13 deste ‘championship course', um longo par-4, a descer, com curva à direita. Estamos no ponto mais baixo deste percurso de montanha, cerca de 100 metros abaixo da ‘club house'. Gough lembra que o terreno é todo inclinado para a direita, pelo que convém bater o shot de saída para a esquerda, caso contrário, fica-se sem ângulo para o ‘approach', isto na melhor das hipóteses, porque existem árvores de um lado e do outro, bem como um trilho de buggies adjacente à direita. O segundo shot obriga a ser certeiro para o meio de um green ladeado de dois bunkers, à esquerda, e de uma ladeira, à direita. O green é relativamente plano, com inclinação ligeira de trás para a frente.
Açores Batalha
Par 5 - Stroke index 8 - Amarelas: 536m Vermelhas: 470Para assinalar os seus 13 anos de existência o Expresso BPI Golf Cup irá distinguir, com um prémio especial, os jogadores que fizerem o melhor resultado no buraco 13 em todos os dias de competição das Qualificações Regionais. Saiba como jogar cada um desses buracos.
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Um green do outro mundo
Nos Açores, mais concretamente na Batalha, o Expresso BPI Golf Cup joga-se na conjugação dos percursos C+A, pelo que o 13 é um par-5 de 559 metros, com um ‘dog leg' à esquerda e dois lagos do mesmo lado na viragem do fairway, que tem muito que se lhe diga. A sua maior particularidade é o green, que tem - pasme o leitor - um comprimento de 45 metros. "A posição da bandeira vai influenciar a escolha do taco", diz a propósito Rui Índio, o profissional da casa, adiantando que o green, não satisfeito com o tamanho, tem ainda "contornos complicados e está rodeado de bunkers". Em relação à saída, avisa que será preciso um voo de bola de 230 metros para sobrevoar a água cortando caminho. "Não é um buraco de fazer birdie, mas também não é de fazer bogey", considera Índio. Os nove buracos do percurso A são os que estão mais junto do mar e os mais abertos, bem ao estilo norte-americano.
R.C.