Finalíssima 2015
The Glenlivet campeã

 

Num ambiente de verdadeiro torneio do Tour, no idílico cenário do Vidago Palace, a The Glenlivet venceu a fase decisiva do maior torneio do golfe nacional para se tornar a nova campeã nacional de empresas. A Freixenet sagrou-se vice-campeã, com a Visioarq a fechar o pódio da edição de 2015. 

 

Por Rodrigo Cordoeiro e Filipe Guerra (fotografias)

E chegou ao fim o Expresso BPI Golf Cup 2015. Naquela que foi a sua 18.ª edição, o maior evento desportivo ‘corporate’ do país, também conhecido como Campeonato Nacional de Empresas, atingiu a maioridade cumprindo, digamos assim, uma volta de golfe.  

Este ano, em todas as jornadas de jogo, os buracos do 1 ao 17 tiveram nas respectivas bandeiras o nome da equipa vencedora de cada uma das edições e os dos jogadores que a constituíram, com o símbolo do torneio. 

A bandeira do 18 estava, claro, por preencher, funcionando como ponto de interrogação. A resposta está dada: The Glenlivet acrescenta o seu nome à lista dos vencedores, com Luís Coelho da Silva, Vítor Hugo Silva, José Rolim e Eduardo Lima

Tal como havia sucedido três semanas antes na Final Nacional Açores 2015, foram eles os melhores na Finalíssima Vidago Palace 2015, batendo a concorrência da Freixenet e da Visioarq, segunda a terceira classificadas, respectivamente.

“Chegar na frente ao final de um circuito desportivo de nível nacional, onde inicialmente participaram cerca de 350 equipas, marcará para sempre a vida de todos os elementos desta equipa – mais do que isso... deste grupo de grandes amigos unidos, também, pelo gosto pelo golfe”, salientou Luís Coelho da Silva, o capitão do primeiro conjunto da região Douro a erguer o icónico troféu que a Vista Alegre Atlantis criou para o Expresso BPI Golf Cup.

Para comemorar os 18 anos do prova, foi atribuído um prémio especial à equipa campeã: uma ida a St. Andrews, na Escócia, para jogar o mítico Old Course, por onde o torneio, de resto, já passou, aquando das Finalíssimas de 2008 e 2011. “Jogar uma partida de golfe nesse espaço mítico será com certeza um sonho tornado realidade”, comentou Coelho da Silva.

Com apenas três equipas participantes, apuradas via Final Nacional, a Finalíssima teve lugar, pelo terceiro ano consecutivo, no par-72 do Vidago Palace Golf Course, perto de Chaves, em Trás-os-Montes, e jogou-se em duas voltas na modalidade de texas scramble modificado em medal net (por pancadas).

Contando para o agregado diário de pancadas a soma dos resultados dos dois pares de cada equipa, a Freixenet (apurada via Lisboa) liderava no fim da primeira jornada com 137 pancadas, 7 abaixo do par (net), destacando-se a dupla Tomás Moreno/João Pedro Andrade com um 67 que foi o melhor score do dia e a que se juntou o 70 de Duarte Sousa Coutinho/António Mendonça Alves.

A The Glenlivet era segunda à distância mínima, com 138 (68-70), e a Visioarq (Norte) ficava desde logo fora da corrida ao marcar 151, consequência do desastroso 79 de Nuno Poiarez/José Bessa Gomes. O outro par da Visioarq, Vicente Gouveia/Fernando Pimentel, vinha bem antes de concluir os últimos três buracos com dois bogeys e um duplo bogey, para uma volta de 72 net.

“Estávamos com 4 abaixo do par net após 15 buracos, entretanto cruzámo-nos com os nossos companheiros de equipa e tivemos informação do seu resultado, o que nos desanimou um pouco”, conta Vicente Gouveia. “Influenciou-nos negativamente”, confirma Fernando Pimentel.

Tudo ficava então resumido a um duelo Freixenet vs. The Glenlivet. “Acreditámos sempre que poderíamos inverter as posições com a Freixenet, acabámos por consegui-lo, muito graças a uma “volta canhão” de um dos nossos pares, que desequilibrou o resultado a nosso favor”, diz Luís Coelho da Silva, referindo-se ao 62 de José Rolim/Vítor Hugo Silva no segundo dia.

Foi uma volta incrível, ao nível do par gross, por parte destes dois jogadores – e o ponto alto aconteceu no buraco 12, o seu nono buraco de jogo, visto que ambas as voltas da Finalíssima começaram do 4, quando Vítor Hugo meteu a bola dentro do “caneco” a partir de um shot do bunker, para birdie.

“Jogámos muito bem, nunca falhámos ao mesmo tempo”, diz José Rolim. “Em relação ao primeiro dia, fomos mais consistentes e cometemos menos erros, só falhámos no 16, onde fizemos duplo bogey.”

“Houve alguns putts que entraram e, acima de tudo, não deixámos a bola em lugares tão complicados como no dia anterior”, refere por sua vez Vítor Hugo Silva. “Estávamos mais afinados, mais convictos, mais adaptados ao campo.”

Esse 62, aliado ao 69 de Luís Coelho da Silva/Eduardo Lima, deu um total de 131 (-13), claramente superior ao 141 da Freixenet (71-70) e ao 142 da Visioarq (67-75). Somando assim um total de 269 (-1), a The Glenlivet ganhou com 9 pancadas de vantagem sobre a Freixenet (278).

“Nós na vida temos metas, e a minha meta no golfe era ganhar alguma coisa em que tivesse o reconhecimento nacional, como foi o caso desta vitória no Expresso BPI Golf Cup”, congratulou-se José Rolim. “É um daqueles sonhos que pensamos serem inatingíveis, mas trabalhámos e preparámo-nos para o alcançar”, afirmou Vítor Hugo Silva.

Um dos trunfos da vitória da The Glenlivet na Final Nacional Açores 2015 tinham  sido os dois caddies (um para cada par), jogadores do Clube de Golfe da Ilha Terceira, onde se jogou aquela etapa, que deram as melhores referências e que, com os seus conselhos, ajudaram a equipa a ganhar várias pancadas ao longo dos dois dias de competição.

Na Finalíssima Vidago Palace 2015, todos os jogadores tiveram direito a caddie, mas a The Glenlivet fez questão de ter dois da sua escolha, Philipe Vaz e Luís Teixeira, dois golfistas da casa, de baixos handicaps. “Todo o apoio que nos deram foi imprescindível e voltou a ficar provado que a receita funciona e que os caddies são efectivamente uma grande mais-valia na nossa equipa”, sublinhou Luís Coelho da Silva.

“No nosso caso, não foi tanto a leitura dos greens por parte dos caddies, o mais importante foi mais o facto de eles nos dizerem para deixar a bola à esquerda ou à direita da bandeira, de maneira a ficar com uma melhor linha, ou seja, foi sempre no shot ao green que fizeram a diferença”, refere José Rolim.

Luís Coelho da Silva faz questão de agradecer a quem ajudou a “tornar este sonho realizado”, à The Glenlivet, “pelo seu apoio permanente”, à Mediagolf, “pela forma como trata de todos os pormenores ao longo das várias etapas do melhor circuito nacional de golfe de empresas, para que os jogadores sintam uns ‘pros’”, e, acima de tudo, “às nossas famílias, que nos últimos tempos prescindiram um pouco da nossa presença para podermos treinar e atingir este feito”.

A finalizar, uma promessa: “No próximo ano voltaremos para revalidar o título ou, pelo menos, para tentar!”